Em busca do tesouro...
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Currais Novos -
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22 Jul

Em busca do tesouro...

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EM BUSCA DO TESOURO PERDIDO DE CURRAIS NOVOS



Nesta coluna sempre procuro lembrar às pessoas sobre a importância que tem a memória histórica para uma sociedade, especialmente quando esta almeja o seu desenvolvimento econômico e cultural.


Pois bem! Estes dias, encontrei por um acaso (não sei se do destino) uma revista de Currais Novos datada de julho do ano de 1977. A revista de número 2 narra sem medo de errar a história do desenvolvimento desta cidade naquela época. Que bom saber que alguém conseguiu reunir esse material que se encontrava esfacelado nos fundos de um quintal à  mercê de intempéries. Enfim, posso dizer que ela chegou às mãos desta que escreve essa crônica.


Paginando de um lado para o outro, mas com a atenção e o respeito que o material literário merece, deparei-me- parece hilário- com uma matéria sobre os megalíticos e as inscrições rupestres encontradas no Totoró, cidade que acalentou Currais Novos em seus primeiros anos de vida.


Os temas abordados fazem referência mais direta aos aspectos geológicos da região, embora o autor do texto trate de assuntos culturais como as inscrições rupestres pintadas sobre pedras pré-históricas localizadas nas proximidades do açude Totoró, procurando citar O Dólmen, conhecido pelo nome de a Pedra do Caju, A Lagoa dos Santos, A Pedra do Sino e A Pedra Furada.


É notável que o articulista deste documento literário tenha se preocupado em explicar aos leitores o fato de que estava fundamentado em pesquisas científicas para abordar um tema polêmico desta amplitude, mais precisamente quando, baseado em estudiosos da Arqueologia, afirma que  não foram os índios que deixaram as formas estranhas pintadas nas pedras e sim, os fenícios.


" ... é uma afirmação muito cômoda, mas não se encaixa realmente na verdade. Nestas inscrições encontramos símbolos intrigantes, ideogramas curiosos e runas bem definidas (...) se fossem os índios, naturalmente, desenhariam arcos e flechas, além de suas manifestações culturais, nunca sinais do deus solar e letras rúnicas..."


Segundo o professor Marcel F. Homet em seu livro Na trilha dos deuses solares os feníncios usaram uma tinta resistente aos séculos o que contradiz com a ideia de que foram os índios responsáveis pela arte, principalmente porque a tinta utilizada pelos silvícolas não tinha a mesma durabilidade. Mais à frente, o professor Schwennhagen é citado, corroborando com informações pertinentes sobre a presença do povo fenício no Rio Grande do Norte.

“... chegaram aqui, extraíram ouro, cobre e pedras preciosas, permanecendo aqui entre 6 e 10 anos por volta do ano 750 a. C."
(Schwennhagen)

Verdade ou ficção, o fato é que esses locais e suas características apresentadas no conteúdo desta revista existem. Não há dúvidas sobre isso, mas há uma pergunta que meu coração insiste em fazer: por que não se investe na pesquisa sobre esses achados, uma vez que o Seridó é uma lugar rico em estruturas geológicas, incluindo as minerações que são fonte de renda para as famílias mineradoras e, por qual motivo, o governo, através das secretarias do meio ambiente e do turismo não acreditam no potencial turístico de Currais Novos?


Deixo as questões a serem analisadas pelos leitores desta Página de Memórias.


Até breve! 


Colaborador: José Vitorino dos Santos





Última modificação em Seg, 23 de Julho de 2012 22:16
Eme Gomes

Eme Gomes

Sou amante da poesia, arte e da palavra!

Website: www.espartilhodeeme.blogspot.com
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