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“Criar não é imaginação, é correr o grande risco de se ter a realidade. Entender é uma criação, meu único modo. Precisarei com esforço traduzir sinais de telégrafo – traduzir o desconhecido para uma língua que desconheço, e sem sequer entender para que valem os sinais. Falarei nessa linguagem sonâmbula que se eu estivesse acordada não seria linguagem”

(Clarice Lispector, in A paixão segundo G. H.)



03/04/2007


Eu poderia, se desejasse, iniciar esta apresentação, usando a ação de criar como pretexto, haja vista que a grande escritora Clarice Lispector, na citação acima, nos encaminha para a decodificação dos sinais, que estão a nossa volta, manifestando-se de maneira eclética. No entanto, prefiro usar o convencional, embora este, às vezes, necessite sair do eixo. E começo:
Bem-vindos! Esta é a expressão de praxe quando se inicia uma fala (escrita ou verbal). Por isso, sintam-se parte desse todo.
 É com imensa paixão que escrevo a abertura dessa coluna. A pretensão é revelar e /ou expandir variados temas ligados, não só a memória de fatos e pessoas, mas também preservar a vida através de poemas, textos em prosa, documentários, dicas de leitura, lazer e entretenimento.
            De maneira lúdica e informativa, trago nesse espaço do site www.cnagitos.com  mensagens que farão referências a pessoas que deixaram uma contribuição de valor artístico e apresentar personalidades que habitam o chamado anonimato. Você, que acaba de ler esta nota, poderá fazer parte direta dessa interação entre leitor e escritor e, é claro, discutir, criar vias de conhecimentos, fazendo dessa relação um misto de prazer e informação.
            Espero encontrá-los em breve e assim, firmarmos o nosso encontro, nesse mesmo lugar. Mais uma vez, repito a expressão tradicional: Sejam bem-vindos!

 

                                                                                                                        Por Eme Gomes